A saúde na era digital volta ao básico

Iniciativas de hospitais e universidades têm como foco a atenção primária, capaz de antecipar fluxos e desafogar o sistema

É irreversível. Vivemos, corpo e mente, mergulhados em tecnologia de forma cada vez mais profunda e radical. Hoje, tudo passa pelo celular e pela conectividade – dentro dos hospitais, consultórios médicos e salas de aula, não seria diferente. A telemedicina, termo amplo que designa justamente as novas formas de mediação entre profissionais da saúde e pacientes, tem revolucionado a saúde pública de forma radical.

Atenção primária em foco. Rodrigo Aguiar (ANS), Sidney Klajner (Einstein), Daniel Knupp (SBMFC) e Paulo Lotufo (USP) em debate
Foto: Felipe Rau/Estadão

No Brasil, a primeira tentativa de regulamentar práticas de teleatendimento médico pelo Conselho Federal de Medicina (a resolução 2.227/18) foi aprovada em fevereiro de 2019 e derrubada no fim do mesmo mês, por mobilização dos próprios médicos, que afirmaram não ter sido consultados. É muita mudança em jogo, trazendo dúvidas de toda sorte. Pôr para funcionar as novas ferramentas tecnológicas em um país carente com dimensões continentais, onde faltam médicos, postos de saúde e água tratada, por exemplo, é desafiador. A integração entre a tecnologia e o foco na atenção primária podem ser a chave para assistir melhor a população, afirmaram os convidados palestrantes no Estadão Summit Saúde 2019.

Nas salas de aula

Atenção primária é saúde em estado bruto: ações e estratégias que antecedem o atendimento médico e hospitalar propriamente dito. Identificação e prevenção de doenças, triagem dos casos e encaminhamento às unidades de atendimento, além do esclarecimento de dúvidas, fazem parte de seu escopo.

Nos cursos de Medicina, o debate e o ensino da atenção primária ganharam espaço nos últimos dez anos. Apesar de a especialização na área de saúde da família e comunidade só ser feita durante a residência (não obrigatória), a grade curricular passou a incluir disciplinas sobre o assunto, como explica o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Daniel Knupp, que participou do evento.

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