Consultas médicas na palma da mão

Modalidades de teleatendimento reduzem fila e esclarecem casos com mais rapidez

Imagine um grupo de médicos, cada um em uma cidade do Brasil, trocando informações por voz, vídeo e imagem. A cena é mais trivial do que o futurismo profetizado no cinema, mas esse contato virtual é faceta das práticas da telemedicina no País. Desde junho de 2018, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desenvolve o projeto Regula+Brasil, cujo objetivo é reduzir as filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o coordenador de Inovação e Tecnologia do Sírio, Cesar Biselli, a telemedicina coloca o paciente no lugar certo, na hora certa. “Este é um dos lemas do programa: otimizar o atendimento e usar os meios disponíveis para isso”, explica. “Muito se fala que é preciso investimento robusto para a prática da telemedicina, mas se houver acesso a um smartphone e internet, é possível fazer muita coisa boa.”

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Foto: Felipe Rau

Biselli conta que, só em 2019, dos 181.597 casos encaminhados ao Regula+Brasil, 62.489 foram aprovados para consultas mais específicas após a aplicação de protocolos de teleatendimento ou discussão telefônica. Os outros dois terços (mais de 60%) foram atendidos via atenção primária. Apenas com uma triagem mais certeira, os casos mais graves viram a fila de espera para consultas e exames cair de 163 dias para apenas 6.

Atualmente, o programa funciona em unidades de saúde do Amazonas e do Distrito Federal, e nas cidades de Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Uma cidade do Nordeste deve ser a próxima a ser incluída no mapa do Regula+Brasil.

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