Empatia se ensina e faz bem à saúde

Cursos de Medicina promovem escuta e fala cuidadosas para qualificar o atendimento

Enquanto o paciente espera ser ouvido e tocado, o médico preenche o prontuário, pede exames, fala pouco. Situações de falta de empatia e de dificuldade de comunicação estão entre as principais queixas dos pacientes, seja em hospitais ou consultórios. E também despertam a atenção da comunidade médica, que vem criando soluções para reduzir essa distância e sugerindo adaptações no ensino da profissão.

Mãos dadas. Unidade de Saúde Básica (UBS) no bairro Costa e Silva, em Porto Alegre (RS)
Foto: Mayara Floss/Divulgação

“Empatia e comunicação são fundamentais na formação dos médicos”, acredita o urologista Fábio Leme Ortega, que participou do painel sobre o tema no Estadão Summit Saúde 2019. “No Brasil, formamos bons profissionais em algumas faculdades, mas acredito que não há foco específico nessas áreas, até porque é muito difícil ensinar empatia.”

Ortega explica que, cada vez mais, os novos profissionais aprendem a entender o diagnóstico, mas não a pessoa, que não quer ser tratada como um número ou um prontuário. Para ele, um dos caminhos é trabalhar o que chama de “currículo oculto” dos cursos de Medicina: o aprendizado das boas práticas médicas, por observação. Significa dizer que o estudante replica o que aprende com seus professores e mentores, que o mostram como lidar com um paciente.

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