Games na saúde pública engajam e educam

Jogos e aplicativos promovem interatividade e ajudam profissionais a informar e incentivar o autocuidado

A designer mineira Tricia Campos Araújo nasceu com lábio leporino. Passou a infância entre cirurgias – foram mais de 15 – e teve por 8 anos o acompanhamento de um fonoaudiólogo. Daquele tempo, guarda cicatrizes e a lembrança do bullying sofrido. Mas também lembra que devia ter feito mais exercícios por conta própria para treinar a fala. Faltava-lhe estímulo. Quase sempre, ia à consulta sem ter feito a lição de casa.

Jogo Fofuu incentiva a ação das crianças por meio da fala
Foto: Divulgação

“Tricia percebeu que o método de reabilitação de uma criança que nasce com essa condição não mudou quase nada. Hoje em dia, é igual”, conta seu marido, Bruno Tachinardi Andrade Silva, desenvolvedor de games. Pensando nisso, Bruno e Tricia uniram habilidades e criaram o Fofuuu, uma ferramenta interativa que ajuda no tratamento de crianças com distúrbios da fala e de comunicação.

Ao longo dos painéis de discussão do Estadão Summit Saúde 2019, gestores e médicos trataram a gamificação na área da saúde como um fato dado. Durante um dos painéis, Sidney Klajner, presidente da associação a que pertence o hospital Albert Einstein, em São Paulo, afirmou acreditar no potencial educativo de jogos que oferecem algum estímulo ou recompensa quando o usuário é levado a desenvolver alguma tarefa.

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