Sistematizar, sem perder a privacidade

Compartilhamento de dados na saúde cria embates sobre quem vai ter essa informação e como ela será usada

O paciente procura um médico e sai da consulta com uma lista de exames para fazer. No mês seguinte, marca consulta com outro profissional, vai embora com uma guia quase idêntica à anterior e refaz todos os exames. Além de perder tempo, o paciente onera o sistema de saúde ou o plano a que faz parte.

Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
Foto: Felipe Rau/Estadão

De cara, a sistematização dos dados dos pacientes ajuda a cortar custos, ao evitar procedimentos médicos em duplicidade. Outra vantagem é facilitar o trabalho dos médicos, que, em posse de um prontuário completo do paciente, teriam uma visão global do que estão tentando decifrar. Além disso, conhecer o histórico do paciente sem depender de longos questionários a cada consulta ou retorno reduziria o problema de receitar medicamentos inadequados, por exemplo.

Tudo isso é colocado em perspectiva quando se pensa que informação é poder. Quem terá acesso a esses dados? Eles poderão ser usados contra o paciente? E se algum plano de saúde não aceitar um beneficiário com condições genéticas específicas ou problemas crônicos já relatados?

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